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Sexta Feira, 04 de setembro de 2018

Uma revolução no estudo da mente humana

Um novo período inaugurado por Freud.


Neucir Valentim

Psicanalista

Quando se fala em psicanálise, logo somos levados a pensar nas relações existentes entre pais e filhos e claro, em sexualidade. Quem nunca ouviu expressões como “fulano é um neurótico”, “beltrana é uma histérica” ou mesmo “ela é uma recalcada”. O fato é que estas expressões, utilizadas corriqueiramente pelo senso comum, são fruto de uma longa e exaustiva observação clínico-teórica empreendida pelo médico vienense Sigmund Freud (1856-1939).

A psicanálise foi criada por Sigmund Freud no final do século dezenove, a partir de uma tentativa de aliviar os sintomas histéricos. As bases teóricas da psicanálise abalaram o mundo e a sociedade da época, a força de suas idéias e de seu trabalho clínico foram contundentes para que a psicanálise ganhasse o respeito e a aceitação necessária, não apenas por parte da comunidade médica, como também de outros segmentos acadêmicos.

Inicialmente houve muitas resistências do meio acadêmico em reconhecer as ideias de Freud. É a partir de 1909 que a psicanálise passou a ser aceita no meio acadêmico, inaugurando para Freud um novo período onde ele passou a ministrar conferências nos Estados Unidos. Após a I Guerra Mundial, suas teorias foram utilizadas para interpretar a cultura, a mitologia, a religião, a arte e a história, e assim, a sua doutrina foi se espalhando por várias nações como Grã-Bretanha, Hungria, Alemanha, Estados Unidos e Suíça.